Os textos escritos pelos nossos
alunos são ricos em possibilidades de aprendizagem. O professor mediador
consegue utilizá-los para que as crianças escrevam cada vez mais e melhor,
superando possíveis dificuldades. Uma metodologia que privilegie a escrita,
reflexão e reescrita de textos possibilita a abordagem significativa de
questões ortográficas, de pontuação, repetição excessiva de palavras ou ideias,
coesão e coerência textual. Para isso, faz-se necessário responder a algumas
questões antes de iniciar o trabalho:
- Que tipo de texto os alunos
escreverão?
- Qual é a finalidade desse
texto?
- Quem serão os leitores?
- De que forma o texto será
divulgado e utilizando qual suporte?
- Os alunos têm conhecimento
suficiente a respeito das características do texto a ser produzido?
- Os alunos têm conhecimento
suficiente a respeito da temática ou do assunto a ser desenvolvido?
Respondidas as questões, procedemos ao
trabalho da escrita do texto propriamente dito. O que fazemos depois, tendo em
mãos os textos dos alunos? Há muitas estratégias que o professor pode adotar:
leitura e revisão em duplas ou grupos, revisão coletiva (nesse caso, o texto a
ser reescrito precisa ser visualizado por todos, usando o quadro, projeção em
Power Point, cartazes), revisão individual. Independente da forma como a
revisão será feita, é necessário estabelecer os critérios para análise e
reescrita:
- O texto está fiel as suas
características ou tipologia textual?
- O autor levou em consideração
quem vai ler o texto, o público leitor?
- No caso de texto narrativo ou
dissertativo, há uma estrutura e uma sequência, organizadas em parágrafos?
- Caso o texto contenha
diálogos, eles estão demonstrados corretamente, ou há uma fusão entre narrador
e personagem?
- Há palavras que se repetem
muitas vezes?
- Aparecem idéias repetidas
desnecessariamente?
- A ortografia do texto está
correta?
- A pontuação utilizada ajuda a
dar sentido ao texto?
- O título é adequado ao texto?
Obviamente, uma metodologia
assim demanda tempo e esforço. Não será na primeira tentativa que conseguiremos
êxito. Mas o professor que persiste consegue perceber o quanto é significativa
a aprendizagem dos alunos nesse tipo de trabalho. Uma sugestão útil é que as
crianças utilizem, quando disponível, a digitação nos processadores de texto,
recurso que facilita a reescrita. Mas cuidado: o aluno deve trabalhar com a
primeira versão do que escreveu, evitando-se apenas digitar o texto “pronto e
corrigido”. O uso do dicionário, não somente para pesquisar a grafia correta
das palavras, mas também para buscar sinônimos e enriquecer os escritos, é
extremamente válido. O objetivo é colocar o aluno em atividade, fazê-lo pensar
e modificar, sempre que necessário, a sua criação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário