Dizem que o melhor teste para descobrir
qual é o nível de compreensão da leitura dos alunos é a leitura de piadas. Quem
compreende o que lê dá risada, pois entende e interpreta a história. Trazer
esse tipo de texto para a sala de aula proporciona momentos de descontração. Um
festival de anedotas e piadas é bastante útil para exercitar a oralidade
(tendo-se o cuidado de analisar previamente o conteúdo do que será contado,
pois muitas piadas estão repletas de palavrões e preconceitos, precisamos ser
politicamente corretos, é claro).
Se a finalidade da piada é
divertir, na escola o professor mais atento pode fazer uso dela em situações de
escrita em que a função dos sinais de pontuação fica evidente. Nesse caso,
oferecer aos alunos uma piada sem nenhuma pontuação, onde não exista separação
entre narrador e personagem, para que seja feita a reescrita, constitui uma
atividade diferenciada e que promove a reflexão. Confira a seguir:
“doutor fiquei curada pergunta a
paciente ao médico sim senhora como sabe diz a estatística que de cem pessoas
uma fica curada já tratei 99 que morreram e a senhora é a centésima”
Além do uso dos sinais de
pontuação, nesse exemplo os alunos precisam reescrever a piada empregando
letras maiúsculas no início da frase e são levados a identificar e diferenciar
o narrador dos personagens. Como afirmei anteriormente, nas primeiras
tentativas de realizar um trabalho assim, podem surgir muitas dificuldades,
dessa forma, a atividade feita em duplas ou coletivamente, no início, oferece
uma troca maior de informações e até mais segurança aos alunos.
Obviamente, as questões ligadas ao
estudo da pontuação como forma de dar sentido e clareza ao texto não se esgotam
aqui. Adiante, outras abordagens e exemplos serão demonstrados.
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