terça-feira, 11 de março de 2014

Piadas e anedotas





             Dizem que o melhor teste para descobrir qual é o nível de compreensão da leitura dos alunos é a leitura de piadas. Quem compreende o que lê dá risada, pois entende e interpreta a história. Trazer esse tipo de texto para a sala de aula proporciona momentos de descontração. Um festival de anedotas e piadas é bastante útil para exercitar a oralidade (tendo-se o cuidado de analisar previamente o conteúdo do que será contado, pois muitas piadas estão repletas de palavrões e preconceitos, precisamos ser politicamente corretos, é claro).
             Se a finalidade da piada é divertir, na escola o professor mais atento pode fazer uso dela em situações de escrita em que a função dos sinais de pontuação fica evidente. Nesse caso, oferecer aos alunos uma piada sem nenhuma pontuação, onde não exista separação entre narrador e personagem, para que seja feita a reescrita, constitui uma atividade diferenciada e que promove a reflexão. Confira a seguir:

“doutor fiquei curada  pergunta a paciente ao médico sim senhora como sabe diz a estatística que de cem pessoas uma fica curada já tratei 99 que morreram e a senhora é a centésima”

            Além do uso dos sinais de pontuação, nesse exemplo os alunos precisam reescrever a piada empregando letras maiúsculas no início da frase e são levados a identificar e diferenciar o narrador dos personagens. Como afirmei anteriormente, nas primeiras tentativas de realizar um trabalho assim, podem surgir muitas dificuldades, dessa forma, a atividade feita em duplas ou coletivamente, no início, oferece uma troca maior de informações e até mais segurança aos alunos.
        Obviamente, as questões ligadas ao estudo da pontuação como forma de dar sentido e clareza ao texto não se esgotam aqui. Adiante, outras abordagens e exemplos serão demonstrados.





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