Avisos e bilhetes são textos curtos e simples, que têm como objetivo
avisar ou informar alguém sobre uma reunião, evento, assunto, acontecimento ou,
ainda, dar um breve recado. Em minha opinião, os bilhetes que a direção da
escola envia aos pais dos alunos poderiam ser produzidos pelas crianças, num
processo coletivo de construção da escrita. Mas, como nem sempre isso é
possível, o educador atento deve aproveitar toda e qualquer situação que
possibilite a escrita e leitura de avisos e bilhetes. As crianças podem
escrever bilhetes para colegas de outras turmas, sobre determinado assunto, ou
ainda falando de algum problema constatado, ou tendo como motivação um evento
da escola. O ideal é que a escrita circule, que o bilhete tenha um destino,
seja lido. Sempre que for distribuído algum bilhete ou aviso, sua leitura
precisa ser explorada, pois são textos reais e que exemplificam a função social
da escrita.
As versões modernas e muito utilizadas
dos bilhetes (ou cartas) são os emails e mensagens de texto via celular. Em
escolas nas quais o acesso ao laboratório de informática é possível, levar os
alunos a escrever emails constitui uma atividade excelente. Para quem escrever?
Para amigos, pessoas da família ou ainda entre eles mesmos. O email é uma ótima
ferramenta de acesso e comunicação com crianças de outras cidades. Por que não
escolher um tema e desenvolver um projeto no qual a troca de informações entre
crianças que não se conhecem aconteça através do correio eletrônico? Basta
contatar outra professora, de outra cidade, e fazer uma parceria. Além do mais,
os alunos estarão exercitando sua cidadania, visto que muitos não têm acesso à
internet em casa. E ainda, o teclado contém todo o alfabeto, com letras
maiúsculas. Ao digitar, na tela podem aparecer tanto minúsculas quanto
maiúsculas. Quando os alunos praticam a digitação, entram em contato com as
letras e o professor pode explorar a correspondência e identificação de
maiúsculas e minúsculas (no caso específico de crianças na fase inicial de alfabetização
estabelecer essa relação é essencial). A tecnologia deixa de ser um
“bicho-de-sete-cabeças” e passa a ser uma aliada no processo de
ensino-aprendizagem.
Outro tipo de texto a ser trabalhado
nos anos iniciais é o convite: pedir que as crianças tragam convites que
receberam, questionar em que situações precisamos utilizá-los e quais elementos
compõem esse material, explorando e evidenciando suas características. Na
sequência propor que os alunos completem convites nos quais constem os elementos
estudados e que os compõem: destinatário, qual é o evento, a data, o local, a
identificação da pessoa que está enviando. Ao longo do ano letivo, aproveitar
as datas comemorativas e ocasiões festivas para produzir convites e enviar aos
familiares: festa junina, aniversário da escola, exposições, feiras de
Ciências, etc. Evitar os modelos prontos e deixar que os alunos criem a arte do
convite dentro das temáticas relacionadas aos acontecimentos ou eventos
promovidos pela escola. Dessa forma, estaremos contribuindo para que o aluno
crie, invente, produza, e não apenas copie e reproduza, tolhendo sua capacidade
e autonomia.
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