sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Avisos, bilhetes, email e convites





           Avisos e bilhetes são textos curtos e simples, que têm como objetivo avisar ou informar alguém sobre uma reunião, evento, assunto, acontecimento ou, ainda, dar um breve recado. Em minha opinião, os bilhetes que a direção da escola envia aos pais dos alunos poderiam ser produzidos pelas crianças, num processo coletivo de construção da escrita. Mas, como nem sempre isso é possível, o educador atento deve aproveitar toda e qualquer situação que possibilite a escrita e leitura de avisos e bilhetes. As crianças podem escrever bilhetes para colegas de outras turmas, sobre determinado assunto, ou ainda falando de algum problema constatado, ou tendo como motivação um evento da escola. O ideal é que a escrita circule, que o bilhete tenha um destino, seja lido. Sempre que for distribuído algum bilhete ou aviso, sua leitura precisa ser explorada, pois são textos reais e que exemplificam a função social da escrita.
         As versões modernas e muito utilizadas dos bilhetes (ou cartas) são os emails e mensagens de texto via celular. Em escolas nas quais o acesso ao laboratório de informática é possível, levar os alunos a escrever emails constitui uma atividade excelente. Para quem escrever? Para amigos, pessoas da família ou ainda entre eles mesmos. O email é uma ótima ferramenta de acesso e comunicação com crianças de outras cidades. Por que não escolher um tema e desenvolver um projeto no qual a troca de informações entre crianças que não se conhecem aconteça através do correio eletrônico? Basta contatar outra professora, de outra cidade, e fazer uma parceria. Além do mais, os alunos estarão exercitando sua cidadania, visto que muitos não têm acesso à internet em casa. E ainda, o teclado contém todo o alfabeto, com letras maiúsculas. Ao digitar, na tela podem aparecer tanto minúsculas quanto maiúsculas. Quando os alunos praticam a digitação, entram em contato com as letras e o professor pode explorar a correspondência e identificação de maiúsculas e minúsculas (no caso específico de crianças na fase inicial de alfabetização estabelecer essa relação é essencial). A tecnologia deixa de ser um “bicho-de-sete-cabeças” e passa a ser uma aliada no processo de ensino-aprendizagem.
          Outro tipo de texto a ser trabalhado nos anos iniciais é o convite: pedir que as crianças tragam convites que receberam, questionar em que situações precisamos utilizá-los e quais elementos compõem esse material, explorando e evidenciando suas características. Na sequência propor que os alunos completem convites nos quais constem os elementos estudados e que os compõem: destinatário, qual é o evento, a data, o local, a identificação da pessoa que está enviando. Ao longo do ano letivo, aproveitar as datas comemorativas e ocasiões festivas para produzir convites e enviar aos familiares: festa junina, aniversário da escola, exposições, feiras de Ciências, etc. Evitar os modelos prontos e deixar que os alunos criem a arte do convite dentro das temáticas relacionadas aos acontecimentos ou eventos promovidos pela escola. Dessa forma, estaremos contribuindo para que o aluno crie, invente, produza, e não apenas copie e reproduza, tolhendo sua capacidade e autonomia.


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