sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Lendo e entendendo receitas





              As receitas são textos conhecidos de quase todas as crianças: a maioria delas presencia, em casa, a mamãe copiando a receita de um bolo ou vê alguém da família ler uma receita para preparar um prato novo. Além disso, os rótulos e embalagens de produtos alimentícios são portadores desse tipo de texto. Fica fácil iniciar o estudo das receitas através da pesquisa: pedir aos familiares receitas de seus pratos preferidos; pesquisar receitas antigas, da vovó, que fazem sucesso; conhecer receitas típicas, da culinária local ou regional; registrar receitas que aparecem nos programas de culinária da TV; colecionar receitas presentes nas embalagens e rótulos de produtos alimentícios.
               O que fazer com todo esse material? Primeiro, analisar a estrutura. As receitas estão dividas em duas partes: os ingredientes e o modo de preparo. São elementos que as crianças facilmente identificam. Mesmo que ainda não leiam, a professora pode demonstrar onde e como essas informações estão estruturadas no texto. E para que serve a receita? É claro, para ensinar como preparar um determinado prato e quais os ingredientes são necessários. Muitas professoras costumam elaborar cadernos de receitas com os alunos, ou álbuns de culinária. São atividades significativas e que claramente demonstram qual a função do texto. Mas podemos ir além, preparando alguns quitutes em sala de aula. Por exemplo, uma salada de frutas. Primeiramente, colocamos a receita no quadro. Estimulamos os alunos a ler primeiramente os ingredientes necessários e as quantidades. As crianças vão lendo (sempre que necessário, a professora auxilia) e separando as frutas. Antes de iniciar o preparo, aproveitamos a oportunidade para trabalhar a higiene pessoal e lavamos as mãos. Depois, a salada é preparada, lendo-se o modo de preparo. Por fim, todos saboreiam o prato que foi feito coletivamente, uma atividade saudável em muitos aspectos.    
           Ao trazer receitas para sala de aula, o professor tem uma infinidade de atividades e de assuntos que delas derivam. Criar listas de palavras (de alimentos, de objetos ou utensílios necessários ao preparo de um prato); falar sobre alimentação saudável; pesquisar o que são alimentos industrializados; conhecer a classificação dos alimentos; ler rótulos e embalagens... Enfim, inúmeras possibilidades de exploração e leituras significativas utilizando um material barato e acessível.



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