As receitas são textos conhecidos
de quase todas as crianças: a maioria delas presencia, em casa, a mamãe
copiando a receita de um bolo ou vê alguém da família ler uma receita para
preparar um prato novo. Além disso, os rótulos e embalagens de produtos
alimentícios são portadores desse tipo de texto. Fica fácil iniciar o estudo
das receitas através da pesquisa: pedir aos familiares receitas de seus pratos
preferidos; pesquisar receitas antigas, da vovó, que fazem sucesso; conhecer
receitas típicas, da culinária local ou regional; registrar receitas que
aparecem nos programas de culinária da TV; colecionar receitas presentes nas embalagens
e rótulos de produtos alimentícios.
O que fazer com todo esse
material? Primeiro, analisar a estrutura. As receitas estão dividas em duas
partes: os ingredientes e o modo de preparo. São elementos que as crianças
facilmente identificam. Mesmo que ainda não leiam, a professora pode demonstrar
onde e como essas informações estão estruturadas no texto. E para que serve a
receita? É claro, para ensinar como preparar um determinado prato e quais os
ingredientes são necessários. Muitas professoras costumam elaborar cadernos de
receitas com os alunos, ou álbuns de culinária. São atividades significativas e
que claramente demonstram qual a função do texto. Mas podemos ir além,
preparando alguns quitutes em sala de aula. Por exemplo, uma salada de frutas.
Primeiramente, colocamos a receita no quadro. Estimulamos os alunos a ler
primeiramente os ingredientes necessários e as quantidades. As crianças vão
lendo (sempre que necessário, a professora auxilia) e separando as frutas.
Antes de iniciar o preparo, aproveitamos a oportunidade para trabalhar a
higiene pessoal e lavamos as mãos. Depois, a salada é preparada, lendo-se o
modo de preparo. Por fim, todos saboreiam o prato que foi feito coletivamente,
uma atividade saudável em muitos aspectos.
Ao trazer receitas para sala de
aula, o professor tem uma infinidade de atividades e de assuntos que delas
derivam. Criar listas de palavras (de alimentos, de objetos ou utensílios
necessários ao preparo de um prato); falar sobre alimentação saudável;
pesquisar o que são alimentos industrializados; conhecer a classificação dos
alimentos; ler rótulos e embalagens... Enfim, inúmeras possibilidades de
exploração e leituras significativas utilizando um material barato e acessível.
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