Entendendo a alfabetização como um
processo dinâmico e singular de cada indivíduo, no qual saber ler e escrever
são habilidades amplas, pensamos em alfabetizar e letrar não só no decorrer do
1º ano, mas sempre. No entanto, quando os alunos estão conseguindo ler textos
curtos, quando demonstram que o processo de compreensão acerca da língua
escrita atingiu o nível alfabético (o esperado e desejado é que ao iniciar o 2º
ano a maioria dos alunos de sete anos esteja nesse nível) a mediação do
professor é indispensável para consolidar aprendizagens já construídas e
ampliar gradativamente as habilidades e competências necessárias à formação de
leitores e escritores competentes e autônomos. Ou seja, o aluno lê, escreve,
mas ainda apresenta em sua escrita muitos erros ortográficos, não conhece e por
isso não utiliza a pontuação adequada nas produções, alguns podem até sentir-se
inseguros e incapazes de escrever um bom texto. Quando o professor ignora essas
necessidades de aprendizagem, cria uma lacuna na vida das crianças, uma
deficiência, que mais tarde será constatada, na pior das hipóteses, ao final do
4º ou 5º ano (para desespero dos outros educadores).
Dessa forma, se durante a
alfabetização os diversos tipos de textos são explorados no sentido de
aproveitá-los ao máximo em situações específicas de alfabetização, nos demais
anos é imprescindível avançar: localizar informações explícitas e implícitas no
texto, compreender, interpretar, identificar as idéias principais e secundárias,
no que tange à leitura. Na escrita, produzir textos coerentes, atentando não só
para a grafia convencional das palavras e pontuação, mas compreendendo que cada
tipo de texto tem uma finalidade, um estilo, um objetivo. Escrevo uma notícia
para informar, divulgar; uma história em quadrinhos para divertir, entreter;
uma fábula para ilustrar uma moral, um ensinamento. Parece simples, pode ser
simples, mas precisa ser cuidadosamente pensado e planejado para funcionar.
Então, mãos à obra!
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